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Escrito por Allan Machado
14 Abril 2012
Visando manter a alta da economia e, consequentemente, o crescimento do país, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram a redução da taxa de juros em diversos tipos de financiamentos. As linhas de crédito da Caixa poderão ter cortes de até 80%. A medida irá acirrar o concentrado e concorrido mercado bancário brasileiro. A Febraban, Federação Brasileira de Bancos, reagiu e pediu a diminuição dos encargos e do compulsório. Depósito compulsório é a reserva de capital que todos os bancos são obrigados a depositar no Banco Central em forma de conta reserva.
Segundo o Governo Federal, a intenção é obrigar todos os agentes do sistema financeiro a uma diminuição gradual dos juros, contribuindo para o aumento do crédito. Com um volume maior de dinheiro a preços razoáveis para o consumidor brasileiro, a ideia é manter o patamar de crescimento econômico do Brasil, fazendo frente a mercados internacionais. É impossível não elogiar a postura do governo diante desta nova medida. Utilizando os bancos públicos como agentes facilitadores da política monetária, corre-se o risco de a estratégia ter um duplo ganho. Além de manter a economia em franco crescimento, a tendência é que os bancos públicos abocanhem uma fatia significativa da clientela dos bancos privados, aumentando e muito a cartela de clientes.
Se antes, para os críticos oposicionistas, o governo beijava a mão das ratazanas do sistema financeiro privado, a presidente Dilma mostrou que, apesar de ser cria do ex-presidente Lula, tem seus próprios direcionamentos e não irá compactuar com um governo omisso, deixando a economia para decisão dos, cada vez mais ricos, banqueiros.
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Escrito por Allan Machado
16 Março 2012

Por muitos anos tive uma repulsa sobre Axl Rose. Eu não entendia o motivo para tanta loucura vinda de um sujeito cheio da grana e famoso no mundo inteiro. Ficava pensando que se fosse eu estaria aproveitando da melhor forma possível e fazendo de tudo para que o sucesso continuasse a me acompanhar. Mas hoje entendo que todo esse glamour em cima do vocalista é fruto dessa atitude que ele cultuou durante os anos de sua vida. Axl é marketing, é propaganda, é publicidade, é multidão, é um autêntico rock star. Não que ser um roqueiro significa quebrar quartos de hotéis, agredir fã no meio de um show ou jurar ódio eterno por um ex-companheiro de banda. Mas ser um rock star é ser original, verdadeiro e não cair em armadilhas plantadas por críticos e apocalípticos do show business. Axl Rose fala o que pensa, mete o pé na porta quando não gosta, enfia a mão na cara de jornalistas chatos, e, doa a quem doer, isso é bom demais. Em um mundo onde os artistas são meros personagens criados para vender, tais como
Britney Spears,
Lady Gaga e outros, o líder do Guns é ele mesmo há 25 anos. E o que é melhor de tudo isso é que com o microfone nas mãos ele se garante, mesmo com a voz mais esguarniçada que eu já ouvi. É carismático, performático e arrasta multidões de fãs enlouquecidos em qualquer país em que o
Guns N’ Roses se apresente. Tudo bem, é único membro da formação original, mas um membro com conteúdo.
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Escrito por Allan Machado
12 Março 2012
A saída de Ricardo Teixeira põe fim a um reinado de 23 anos a frente da CBF. São anos de polêmicas, fraudes e um sentimento de revolta dos amantes do futebol com os rumos que o esporte tomou no país. Teixeira era sagaz na arte da bandidagem e sempre almejou a presidência da FIFA. Inclusive, na própria entidade mundial, sua candidatura era considerada forte até o chamado dossiê da ISL, ex-agência de marketing da entidade, falida em 2001, onde o recebimento de propina em negociação pelos direitos de transmissão de Copas do Mundo era investigado. A partir deste episódio, sua presença na entidade maior do futebol começou a perder força. Em 2000, chegou a enfrentar duas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), no Congresso Nacional, porém o título da seleção no Mundial de 2002, segundo ele próprio, serviu para lhe dar força e terminar se mantendo a frente da CBF.
O anuncio de José Maria Marin como presidente até 2015 é um alento. Antes de assumir, Marin já é alvo de polêmica. Em janeiro deste ano, José Maria Marin foi flagrado pelas câmeras de TV Bandeirantes colocando no bolso uma das medalhas de premiação do título da Copa São Paulo de Juniores. Na época, Marin disse que foi uma “cortesia” da Federação Paulista de Futebol. No entanto, o goleiro do Corinthians ficou sem a sua medalha, pois foi produzida a quantidade certa para a equipe vencedora. Imprensa e torcedores do todo o país devem continuar com a vigilância, pelo bem da CBF, pelo bem do futebol brasileiro. Marin pode ser apenas um dos tentáculos de Ricardo Teixeira.
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Escrito por Allan Machado
7 Março 2012
Já viram aquele ditado: Da minha família, quem fala mal sou eu. Brasileiro tem esse complexo de vira latas. Todo mundo mete o pau no país, mas quando algum estrangeiro diz a mesma coisa, a turma ufanista medíocre levanta bandeira e faz juras de amor eterno ao verde amarelo. O episódio com o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, onde teria dito que o Brasil merecia um chute no traseiro por conta das obras atrasadas para a Copa do Mundo 2014, gerou um mal estar em toda a cúpula do governo. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, subiu no salto e soltou a língua, anunciando que não aceita mais dialogar com o representante da entidade maior do futebol mundial. A minha pergunta é a seguinte: Jerome Valcke falou mentira?
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Escrito por Allan Machado
A campanha da SKY Brasil contra a Lei número 12.485/11 beira o ridículo. Pagamos um absurdo de preços por canais 100% estrangeiros, com conteúdos enlatados, sem nenhum incentivo a cultura e economia do Brasil e quando a Ancine quer modificar o atual cenário, obrigando as operadoras a ter uma cota de conteúdo nacional, vem a Sky fazer protesto! Mas vamos entender melhor o assunto para que você tenha uma opinião formada.
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Escrito por Allan Machado
30 Janeiro 2012
O dia era especial. Domingo, 30 de janeiro de 1994, a estreia da Selegalo, adjetivo que ficaria marcado negativamente para sempre na memória de todos os atleticanos. Para mim também era especial, a primeira vez no Gigante da Pampulha. Lembro-me bem que para convencer meu pai tive que usar a mais famosa argumentação de uma criança: Pirraça. Não sei o motivo, mas o velho não queria que eu fosse de maneira nenhuma ao jogo. Poxa, eu não entendia o porquê de tanto incentivo para ser um torcedor do Galo, mas nunca me levava para assistir um jogo sequer.